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  • CARAVANA DE LUZ EDITORA

A Natureza e nós: o limite do necessário

Por André Azevedo

Toda destruição que excede os limites da necessidade é uma violação da lei de Deus.”

O Espírito de Verdade, na resposta à questão nº 735 de “O Livro dos Espíritos”, codificado por Allan Kardec e publicado em 18 de abril de 1857.



“Prevenir-se contra a destruição e o esbanjamento das riquezas da terra em explorações abusivas, quais sejam: a queima dos campos, o abate desordenado das árvores generosas e o explosivo na pesca. O respeito à Criação constitui simples dever.” André Luiz, na mensagem “Perante a natureza” da obra “Conduta Espírita”, publicada em 1960. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.



Desde a aurora da Humanidade na Terra, buscamos na Natureza que nos cerca os recursos para a satisfação de nossas necessidades materiais. A caça e a coleta, a agricultura e o pastoreio, o comércio e a indústria; todas essas atividades, a seu tempo, nasceram da busca por atender a demandas cada vez mais complexas do ser humano, à medida que sua inteligência se desenvolvia. Na atualidade, graças aos impressionantes avanços da ciência, o ser humano tem a capacidade de explorar os recursos do meio ambiente em escala planetária, com vistas à satisfação das necessidades aparentemente ilimitadas da vida contemporânea.


No entanto, a mesma ciência tem alertado, por décadas a fio, que é necessário redefinir, com máxima urgência, a maneira como exploramos o meio ambiente, sob pena de consequências terríveis para as gerações futuras. O aquecimento global, a exploração abusiva do solo e da vegetação, a poluição dos rios e oceanos; esses e tantos outros problemas ambientais, caso permaneçam ignorados pela Humanidade, poderão, em futuro próximo, comprometer a própria habitabilidade da Terra.


Ainda no século XIX, em tempo anterior a essas discussões científicas, a Doutrina Espírita já nos alertava que toda destruição abusiva – assim definida como aquela que extrapola o limite do necessário – constitui infração à Lei Divina (LE, Q.735). O que seria, contudo, o limite do necessário? Esclarece-nos o Espírito de verdade que tal limite foi traçado pela organização dada ao ser humano pela Natureza, acrescentando, no entanto, que o homem – em sua condição ainda imperfeita - é insaciável e cria para si, em seus vícios, necessidades que não são reais (Q.716).



A partir de tais reflexões, não é difícil concluir que os excessos hoje cometidos na exploração do meio ambiente derivam justamente de nossa busca pela satisfação de necessidades irreais - o que, em nosso dia-a-dia, converte-se no consumo crescente de produtos e serviços dos quais, em essência, não precisamos.




Ao impormos à Terra tal nível de exploração para o consumo supérfluo, sobrecarregamos cada vez mais as reservas de recursos que o planeta generosamente oferece. Com isso, não apenas colocamos em risco o futuro da Humanidade encarnada, como também nos comprometemos perante a Lei Divina, pois já temos amplo conhecimento dos prejuízos que nossa forma de viver causa ao meio ambiente.



Neste dia 5 de junho – Dia Mundial do Meio Ambiente -, reflitamos, com a ajuda de André Luiz, que respeitar a Criação é dever de todos nós e que cada um, portanto, terá de prestar contas à própria consciência, cedo ou tarde, a respeito do que tenha feito ou deixado de fazer perante a natureza.




Como arquiteto e co-criador da Terra, Jesus nos observa sempre e nos indaga, a cada dia: “Que fazeis de especial?” (Mateus. 5:47).




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