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Natal: nascimento do Cristo, renascimento nosso

Por André Azevedo

“Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo”. (João, 3:4-7)


“Irmão, que ouves no Natal os ecos suaves do cântico milagroso dos anjos, recorda que o Mestre veio até nós para que nos amemos uns aos outros. Natal! Boa Nova! Boa Vontade!... Estendamos a simpatia para com todos e comecemos a viver realmente com Jesus, sob os esplendores de um novo dia.” Emmanuel, na mensagem “Natal” do livro “Fonte Viva” (peça em nossa livraria). Psicografia de Francisco Cândido Xavier.



No conhecido diálogo com Nicodemos, apresenta-nos o Mestre a dupla necessidade de renascimento, no patamar evolutivo em que nos encontramos. É imperativo da Lei Divina que, rumo à perfeição a que estamos destinados, renasçamos em espírito, isto é, renovemo-nos intimamente, desenvolvendo as asas de inteligência e moralidade que nos facultarão, de futuro, a ascensão a esferas mais elevadas. Uma vez que ainda trazemos conosco elevada carga de débitos a quitar e imperfeições a vencer, remanescentes de nossas existências mais primitivas e materializadas, é necessário renascermos também do elemento material, por meio das reencarnações sucessivas que nos constituem estações de contínuo aprendizado.


Nas festas natalinas, celebramos o momento em que o próprio Cristo, modelo e guia da perfeição à qual cada um de nós pode aspirar, mergulhou na matéria para nos ensinar, pela palavra e pelo exemplo, de que maneira devemos nos conduzir no mundo, se desejamos lograr nossa libertação face às nossas paixões inferiores, que decorrem do orgulho e do egoísmo e geram todos os sofrimentos que vivenciamos e observamos na atual condição da Humanidade terrestre. Conforme nos relembra Emmanuel na obra citada, a mensagem do Mestre se resume no imperativo de amarmos uns aos outros, trabalhando em prol de todos e superando, gradativamente, nossas imperfeições morais.


A maneira pela qual, em nossa cultura, celebra-se habitualmente o Natal – isto é, com grande foco na aquisição e intercâmbio de bens materiais, muitas vezes em detrimento do significado espiritual desse feriado – nos oferece ensejo a valiosas reflexões sobre a vivência da mensagem do Cristo, que nos esclareceu sobre a impossibilidade de servirmos, a um só tempo, tanto a Deus quanto a Mamon (Mateus, 6:24), sendo este último a representação dos interesses materiais.


Nesse sentido, preocupa-nos mais a fartura da ceia física que oferecemos aos parentes ou a abundância do alimento espiritual com que nutrimos a nós mesmos e a nossos familiares? Temos gastado mais tempo na escolha de enfeites e presentes perecíveis ou na aquisição dos valores imperecíveis da alma? Por fim, ainda reservamos nossas possibilidades materiais e afetivas apenas para aqueles que integram nosso círculo de parentes consanguíneos e amigos próximos ou já somos capazes de enxergar também como irmãos os companheiros menos favorecidos, que padecem de miséria material e moral?


Reflitamos, portanto, e renovemos nossos esforços de transformação interior para que, renascendo em espírito neste Natal, “comecemos a viver realmente com Jesus, sob os esplendores de um novo dia”.




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