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  • CARAVANA DE LUZ EDITORA

Uma nova era para as esperanças femininas

Por Angelina Freitas


“Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo”. [1]


“Entrai pela porta estreita, porque a porta da perdição é larga, e o caminho que a ela conduz é espaçoso, e há muitos que por ela entram. Como a porta da vida é pequena. Como o caminho que a ela conduz é estreito. E como há poucos que a encontram”. [2]



Desde o ano de 1975, o dia 8 de março foi oficializado pela ONU como o DIA INTERNACIONAL DA MULHER, data consagrada para a luta contra as desigualdades sociais e a discriminação de gênero em todo o mundo. Após a Revolução Francesa (1789-1799), influenciada pelos ideais iluministas, surge o movimento do feminismo, que se fortaleceu na Inglaterra durante o século XIX e se estendeu para os Estados Unidos, no século XX. A luta inicial tinha como bandeira a igualdade de condições entre homens e mulheres, no que diz respeito a direitos e oportunidades, chegando aos nossos dias nas discussões de leis que punem o assédio e a violência contra o gênero feminino.


E o Cristo, nosso modelo e guia (O Livro dos Espíritos, questão 625), foi pioneiro nessas reivindicações. Com Jesus, começou o legítimo feminismo. Não aquele que enche as mãos de suas expositoras com estandartes coloridos das ideologias políticas do mundo, mas que traça nos corações diretrizes superiores e santificantes” [3]. O Mestre revolucionou os conceitos acerca da figura feminina em seu tempo. Jesus propôs que, da condição aviltada de propriedade do pai ou do marido, passasse a ser considerada e respeitada como criatura de Deus. “O Evangelho, porém, inaugura nova era para as esperanças femininas. Nele vemos a consagração da Mãe Santíssima, a sublime conversão de Madalena, a dedicação das irmãs de Lázaro, o espírito abnegado das senhoras de Jerusalém que acompanham o Senhor até o instante extremo. Desde Jesus, observamos crescente respeito na Terra pela missão feminil” [3].


E hoje, destacamos a figura de Maria de Magdala como um exemplo dos que cometem equívocos graves em sua marcha evolutiva, mas que conseguem, ao toque do amor do Cristo, reajustar-se perante a Lei de Deus e voltar-se, definitivamente, para o bem. As lições deixadas por ela são de grande importância para todos nós, homens e mulheres, que temos como objetivo de vida nos transformarmos em “homens de bem”.



Maria de Magdala ou, simplesmente, Madalena, levantou-se das quedas nos erros humanos para a vivência do amor sem limites, junto aos necessitados. Tocada pelos exemplos do Mestre e por Sua lição de amor incondicional, desfaz-se dos bens materiais que detinha e, deixando para trás a vida mergulhada nos prazeres do corpo e nas ilusões transitórias, acompanha-O em suas pregações, sem esmorecimentos, até nos momentos derradeiros da crucificação.


O momento era de dor extrema, “Madalena, contudo, rompe o véu de emoções dolorosas que lhe embarga os passos. É imprescindível não sucumbir sob os fardos, transformando-os, acima de tudo, em elemento básico na construção espiritual, e Maria resolve não se acovardar, ante a dor. Porque o Cristo fora imolado na cruz, não seria lícito condenar-lhe a memória bem-amada ao olvido ou à indiferença” [4].


Por sua dedicação amorosa e sua fé inabalável, Madalena é escolhida pelo Mestre para receber a grande lição da imortalidade da alma após a ressureição. Consciente de seu papel de discípula do Cristo, devota-se a espalhar sua mensagem entre os leprosos, que se fortaleciam com suas palavras e exemplos. E, mesmo adquirindo a hanseníase, continuou cumprindo sua tarefa cristã. “E experimentou grande gozo, por haver levado aos seus companheiros de dor uma migalha de esperança. Desde a sua chegada, em todo o vale se falava daquele Reino de Deus que a criatura devia edificar no próprio coração” [5].


Comemorando, mais uma vez, o DIA INTERNACIONAL DA MULHER, e relembrando a dedicação amorosa de Madalena na vivência das lições de amor do Mestre Jesus, convidamos a todos a cumprirmos os deveres na divulgação desta mensagem divina, passando pela porta estreita das provas e lutas da vida, com fé inabalável e sem esmorecimentos, a fim de alcançarmos a verdadeira felicidade.


E relembrando as orientações de outro expoente feminino valoroso, o Espírito Angélica, em momentos tão difíceis quanto os atuais, optemos por despertar o “Reino de Deus que está dentro de nós” [6], como fez Maria de Magdala. “[...] convida-nos o Cristo a termos olhos de ver e ouvidos de ouvir (Mt 13,16), convite que nos mostra a necessidade de fecharmos os olhos e os ouvidos da matéria, a fim de encontrarmos o nosso eu, o Eu Divino que habita em nós, não na superfície mas na intimidade de nosso ser. É o sair do mundo externo de nós mesmos para percebermos nossas necessidades como seres espirituais que somos” [7].




[1] Paulo - Efésios 5,28.

[2] Mateus 7,13-14.

[3] XAVIER, Francisco Cândido. Espírito Emmanuel. Pão Nosso (peça em nossa livraria). Capítulo 93: O Evangelho e a Mulher.

[4] XAVIER, Francisco Cândido. Espírito Emmanuel. Pão Nosso. Capítulo 168: De madrugada.

[5] XAVIER, Francisco Cândido. Espírito Humberto de Campos. Boa Nova (peça em nossa livraria). Capítulo 20: Maria de Magdala.

[6] Lucas 17,21.

[7] CARVALHO, Maria Fátima Ferreira de. Espírito Angélica. Escrevendo Palavras, Modificando Conceitos. Capítulo: Vencidos e vencedores. Publicação da Caravana de Luz Editora.




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