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Sempre Vivos – Medo da morte?

Pela Equipe de Comunicação e Marketing



A morte é um tema que, geralmente, causa apreensão, provoca certo medo, tristeza e um sentimento de vulnerabilidade. De fato, embora seja uma das diversas certezas que temos, sofremos um impacto emocional ao passar por momentos que envolvem a morte. Não poderia ser diferente, Allan Kardec nos esclarece, no livro O Céu e o Inferno (peça em nossa livraria), que estes sentimentos são “um efeito da sabedoria da Providência, e uma consequência do instinto de conservação comum a todos os seres vivos” [1].


Esta apreensão “é necessária enquanto o homem não estiver suficientemente esclarecido sobre as condições da vida futura, como contrapeso ao impulso que, sem esse freio, o levaria a deixar prematuramente a vida terrestre, e a negligenciar o trabalho aqui embaixo que deve servir para seu próprio avanço (...)” [1].


Na medida em que ampliamos nossa visão sobre a realidade da imortalidade da alma e da vida futura, estes sentimentos se dissipam, dando espaço às novas ideias que nos oxigenam a existência, trazendo não apenas calma e resignação, mas reposicionando nossa compreensão sobre a brevidade do momento presente frente a eternidade que está diante de nós.


Na passagem do apóstolo Marcos, destacada na abertura deste texto, relembramos o ensino do nosso mestre Jesus: Deus é para os vivos – e acrescentamos: porque a morte não existe. Erramos muito ainda, enquanto colocamos nossos interesses materiais, imediatistas, à frente das nossas necessidades reais de Espírito imortal.


Naturalmente, a extensão do ensino do Mestre nos alcança pouco a pouco e, conforme nossas realidades interiores se transformam, a mudança de atitude nasce como um impositivo de nossa própria consciência. Tal qual a semente que luta vagarosamente para superar momentos de escuridão e frio, nós construímos nosso futuro a partir do contato com nossos problemas-desafio.


Não há espaço para desânimo, tristeza ou medo da morte.



Vinícius, em Na Seara do Mestre (peça em nossa livraria), esclarece que “O coração humano vive inquieto e aflito, precisamente porque carece de fé (...)”. E o autor continua:


"Por isso, o médico do corpo e da alma preceitua o remédio que cura todas as tribulações: Crede em Deus, crede também em mim.

Crer em Deus é crer na Vida, no testemunho positivo, concreto e real do Universo, desse Universo do qual fazemos parte integrante; (...) é crer (...) nas realidades externas e internas, isto é, na vida que nos cerca e na vida que palpita em nosso eu, onde fala a inteligência, onde se manifesta a vontade, onde vibra o sentimento.

(...) Crer em Jesus é crer na imortalidade comprovada na sua ressurreição e na ressurreição de todos os que tombam ao golpe inexorável da morte; crer em Jesus é crer na máxima sublimidade da vida, expressa em sua consagração a prol do bem e da felicidade de outrem.”. [2]


A vida é benção divina e precisamos conduzi-la com responsabilidade, justeza e honradez. Lembremo-nos que estamos hoje construindo o amanhã e nossos atos revelarão quem realmente somos.


Neste sentido, o livro O Céu e o Inferno, em sua 2ª parte, traz interessantes exemplos sobre as diversas situações dos Espíritos após a morte de seu corpo físico. Enquanto para um Espírito justo o passamento foi tranquilo e sua situação no Plano Maior se mostrou ditosa e harmoniosa, para outro Espírito mediano, que viveu honestamente perante os homens, mas que não conseguiu repetir a conduta perante as Leis de Deus, se arrependeu pelas inumeráveis oportunidades perdidas, destacando que somente as boas obras poderão cobrir suas faltas.



Portanto, cultivemos a calma e busquemos tranquilidade nos momentos de decisão. Um pensamento descabido, um ato intempestivo pode complicar a jornada da nossa vida. Vigiemos e lancemos mão da prece, para que a conexão com o Alto nos forneça os elementos necessários para superarmos as dificuldades. Oremos por aqueles que já partiram, que agora encaram este novo momento da vida, um momento de reflexão, de autoavaliação, para que alcancem o equilíbrio. Oremos também pelos familiares daquele que partiu, buscando confortá-los, respeitando o momento de luto, mas incutindo amorosamente a confiança em Deus, que a todos ampara e sustenta.


“A vida futura não é mais uma hipótese, mas uma realidade; o estado das almas depois da morte não é mais um sistema, mas um resultado de observação. (...) Não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa, são os próprios habitantes desse mundo que vêm descrever-nos sua situação” [3], sintetiza Kardec, em O Céu e o Inferno (1ª parte, capítulo II, item 10). Daí provêm a calma e a serenidade que devemos ter ao contato com a morte; não por esperança, mas pela certeza.


O Espírito Angélica, no livro Escrevendo Palavras, Modificando Conceitos, em capítulo intitulado Certezas e Incertezas, arremata: “(...) se a vida não se encontra assombrada pelo medo, ela se torna um imenso prazer, uma alegria infinita, pois ela é uma realidade, um presente de Deus ao ser que pouco sabe utilizar deste presente, deixando-a na maioria das vezes como um sonho que parece distante e que jamais se tornará uma realidade.”. [4]


Viva a vida!




[1] KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno (peça em nossa livraria). 1ª Parte, Cap. II: Temor da morte. Item 2.

[2] Na Seara do Mestre (peça em nossa livraria), pelo Espírito Vinícius. 1985, 5. Ed. Editora FEB/Rio de Janeiro. Pág. 56-57.

[3] KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno (peça em nossa livraria). 1ª Parte, Cap. II: Temor da morte. Item 10.

[4] CARVALHO, Maria Fátima Ferreira de. Espírito Angélica. Escrevendo Palavras, Modificando Conceitos. Capítulo 28: Certezas e Incertezas. Publicação da Caravana de Luz Editora.







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