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Promiscuidade, na contramão do amor e da vida

Por Fátima Carvalho

“Em uma sociedade, na qual vigem o desrespeito pela dignidade, a agressão ao pudor, o campeonato da promiscuidade, que medem os indivíduos e os exaltam pelas suas defecções e corrupção, em desenfreada sede de prazer vulgar, o sentido da vida e o seu valor psicológico experimentam grave perigo de anarquia.” [1]


Uma das etapas das mais importantes pela qual o espírito encarnado passa em sua vida terrena é a do namoro, quando ele sai de si em direção a outro ser e vive um “suave” encantamento, profundamente inusitado. A sua existência ganha um significado novo e, enamorado, passa a galantear, cortejar e conquistar o olhar especial de um alguém.


De súbito, uma emoção se lhe revela grandiosa. Um sentimento intenso, marcado por grande interesse e atração o fascina e ele se descobre apaixonado! Ocorre, então, uma entrega desarrazoada de si e apelos sensoriais irresistíveis que culminam, na maioria das vezes, com a exploração e, enfim, a comunhão sexual.


Allan Kardec comenta, na questão 938 de O Livro dos Espíritos (peça em nossa livraria): “A Natureza deu ao homem a necessidade de amar e de se sentir amado. Um dos maiores prazeres que lhe sejam concedidos sobre a Terra é o de reencontrar corações que se simpatizam com o seu, o que lhe dá as premissas de uma felicidade que lhe está reservada no mundo dos Espíritos perfeitos, onde tudo é amor e benevolência.”


Sexo não é amor e sim um veículo do amor. Deus deu ao homem o poder de usá-lo para seu bem-estar, sem jamais abusar nem se deixar escravizar, apaixonada e obstinadamente. Allan Kardec comenta, na questão 908 de O Livro dos Espíritos que “paixões são como um cavalo que é útil quando governado e perigoso quando governa.”


“O instinto sexual não é apenas o agente de reprodução entre as formas superiores, mas, acima de tudo, é o reconstituinte das forças espirituais, pelo qual as criaturas encarnadas se alimentam mutuamente, na permuta de raios psíquico-magnéticos que lhe são necessários ao progresso.” [2]


Joanna de Ângelis, na apresentação da obra Sexo & Consciência (peça em nossa livraria), de Divaldo Pereira Franco, organizada por Luiz Fernando Lopes, afirma que, “Fundamentada na ética do amor, a Doutrina Espírita propõe ao comportamento sexual higiene moral e respeito indispensável ao exercício da sua função dentro de padrões equilibrados, de modo que se constitua elemento proporcionador de saúde e de bem-estar, contribuindo seguramente para o desenvolvimento de todos os valores intelectuais e espirituais em que a vida se estrutura triunfante”. Assim, elevando-se acima de sua natureza animal, o homem conquista o predomínio do Espírito sobre a matéria e se aproxima da perfeição.


Na citação de abertura deste artigo, deve-se entender “promiscuidade” como sendo o envolvimento sexual com diversos parceiros; o “ficar” e o “relacionamento aberto” que permitem sexo paralelo sem qualquer obrigatoriedade de pertencimento; o sexo sem compromisso com o parceiro; a prática de relações sexuais com diferentes parceiros ou grupos sexuais e, também, como “mistura confusa e desordenada de seres no mesmo ambiente” [3], decorrente de situações de pobreza extrema, de migração de populações em situação de desemprego, de imigração em massa de refugiados de guerras civis e religiosas, todas estas resultando em um crescimento desordenado de concentrações humanas, onde não há infraestrutura de higiene, de moradia, de alimentação, de saúde, de educação que possa acolher uma população que se amontoa em torno de um nada, em busca de minimíssima condição de sobrevivência. Enfim, todo contexto que leva o homem a práticas sexuais desregradas e permissivas.


A Doutrina Espírita repudia o uso inescrupuloso da mídia, de todo veículo de comunicação de massa e formador de opiniões que divulgue e incentive práticas de desvalorização, de aculturação, de controle de comportamentos humanos, por meio da apresentação de ideais de felicidade, sucesso, beleza e prazer. Ante a meridiana luz dos ensinamentos de Jesus, o corpo é veículo que deve ser dignificado pelo que representa para o Espírito no seu processo de evolução. Em vez de objeto de mercado insensato do sexo transtornado e das vilezas morais, é um patrimônio que deve ser preservado com elevação, em face da sublime tarefa que lhe diz respeito no processo da iluminação da consciência.[1]


"O ser humano destes dias, estertora, agônico, nas algemas do egoísmo e da alucinação. Empanturrado de conhecimento intelectual, sofre a hipertrofia dos sentimentos éticos e emocionais...” [1], alerta-nos Joanna de Ângelis, na introdução da obra. Tristíssima constatação que o Mundo Espiritual de Luz tem do homem de hoje!


Urge vigiar, para não cairmos em tentações!


Urge evangelizar a criança, o jovem, o adulto e o idoso, para que estes espíritos não caiam nem recaiam em armadilhas e apelos tóxicos advindos da matéria e do espírito ainda imperfeito!


Urge quebrar as correntes do mal que se manifestam contra o Evangelho e trazer cada elo desfeito para o convívio com o Mestre!


Faz-se urgentíssimo o retorno de Jesus à família! [1]



[1] Fonte de Luz (peça em nossa livraria), Divaldo Pereira Franco pelo, Espírito Joanna de Ângelis. In: Prefácio e cap. I: Jesus em Família

[2] ANDRÉ LUIZ (espírito); XAVIER, Francisco Cândido (psicografado por). Evolução em dois mundos (peça em nossa livraria). 14. ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira. Cap.: “Sexo e corpo espiritual”.

[3] www.dicionarioinformal.com.br




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