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O espírita deve ou não participar do Carnaval?

Pela Equipe de Comunicação e Marketing



Com a festa do Carnaval, muitos cristãos, inclusive os espíritas, questionam se devem comparecer à comemoração.


Segundo a enciclopédia britânica, é interessante notar que o Carnaval tem sua origem nas comemorações dos católicos romanos que antecediam a quaresma.  Durante este período, os devotos se abstinham de comer carne, dentre outras práticas religiosas.


A palavra Carnaval deriva do latim "carnelevarium", que significa “tirar ou remover a carne”. Alguns historiadores acreditam que a celebração do Carnaval tenha surgido de festivais primitivos que eram amplamente celebrados pelos romanos, antes do cristianismo se tornar a religião oficial do Império.


De acordo com a enciclopédia britânica, o Carnaval na Itália; parece estar relacionado às festas de Saturnália e Lupercália, celebrações pagãs em honra ao Deus Saturno e às divindades infernais dos antigos romanos. Ambas as festas eram marcadas por muita bebida, comida e danças. Dessa forma, o Carnaval, de uma festa pagã, se transforma numa data de sacrifícios e purificação para o calendário católico, que antecede a quaresma.


No entanto, ao examinarmos o Carnaval atual, só conseguimos reconhecer a festa pagã romana que ainda é predominante.


Destituída de todo o seu significado religioso, cristãos de todas as idades se deixam levar por essa celebração, na qual é possível observar o domínio dos sentidos, a falta de responsabilidade e o descompromisso consigo mesmos e com o próximo.


No livro "Nas Fronteiras da Loucura" (peça em nossa Livraria), de Manoel Philomeno de Miranda, pela psicografia do médium Divaldo Pereira Franco, a cegueira e a decadência moral que se abate na humanidade, principalmente, no Carnaval, é descortinada pelo Espírito Dr. Bezerra de Menezes, que relata o Carnaval como um período de obsessão coletiva, onde vários acontecimentos degradantes ganham forma nos dois lados da vida.


Crimes, suicídios, estupros, perversões e outros males são tramados por espíritos perversos, o que afeta profundamente o estado espiritual dos incautos.


Jesus mesmo nos adverte: "Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca." (Mateus 26:41). Se a carne é fraca, quem nos garante que não seremos arrastados para situações complexas ao participarmos do Carnaval?


Devemos refletir sobre a afirmação de Paulo de Tarso: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma" (1 Coríntios 6:12). Sendo assim, o Carnaval me convém?


Para aprofundarmos ainda mais a questão, gostaríamos de trazer uma parábola belíssima: A Parábola das 10 Virgens, em Mateus 25:1-13, na qual é relatado que o Reino dos Céus se assemelha a 10 virgens que pegaram suas candeias e saíram para encontrar com o noivo.



O noivo é Jesus, e as virgens simbolizam a pureza de sentimentos que devemos ter para nos encontrar com o verdadeiro noivo da humanidade: Jesus.


É importante salientar que as virgens carregavam candeias, pequenas peças de iluminação, que eram abastecidas com óleo para projetarem a luz. No Evangelho, destacam-se: cinco delas eram insensatas, e cinco eram prudentes. As insensatas pegaram as candeias, mas não levaram óleo. As prudentes, contudo, levaram óleo em vasilhas, juntamente com suas candeias.


As candeias simbolizam a nossa iluminação interior, que é abastecida pelo óleo das ações que promovem o bem.


No entanto, o noivo demorou a chegar; e todas as virgens ficaram sonolentas e adormeceram. "À meia-noite, ouviu-se um grito: 'O noivo se aproxima! Saiam para encontrá-lo!'. Neste trecho, o noivo demora porque a humanidade ainda não estava preparada para o casamento com o evangelho.


Mas, o tempo passa, e o noivo Jesus reaparece na figura do Espiritismo, nos fazendo relembrar tudo o que foi ensinado pelo Cristo. Ele chega à meia-noite, período em que a humanidade mergulha na escuridão do materialismo, do hedonismo e do consumismo.


Jesus vem para o casamento definitivo da humanidade com o conhecimento evangélico, o que permitirá a libertação do ser. No entanto, apenas as virgens prudentes estão com a candeia acesa e preparadas para receber Jesus.


As virgens imprudentes deixam o óleo acabar. Em outras palavras, muitos de nós, diante da Boa Nova, deixamos a nossa candeia apagada por não termos uma conduta correta, cristã e coerente com o bem. 


E o noivo vem...  As virgens que estavam preparadas foram com ele para o banquete nupcial e a porta foi fechada. "Mais tarde vieram também as outras e disseram: 'Senhor! Senhor! Abra a porta para nós!' "Mas ele respondeu: 'A verdade é que não as conheço!' "Portanto, vigiem, porque vocês não sabem o dia nem a hora!".



Se acreditamos que o Ser deve buscar se espiritualizar e deixar de lado comportamentos perniciosos e viciosos, a festa da carne, o Carnaval, não pode ser parte de nossas vidas. É uma questão de coerência!


Jesus nos adverte de que: "Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna" (Mateus 5:37). Nos alertando que o espírita, assim como qualquer pessoa que se autodeclara cristã, deve buscar a candeia da iluminação interior através de posturas coerentes com suas crenças religiosas.


O Carnaval não é uma opção viável para aqueles que acreditam na vinda do noivo da Humanidade, Jesus Cristo. É preciso que sejamos as virgens prudentes através da nossa vivência evangélica, e não as virgens imprudentes que perdem o casamento com Jesus; por não terem o óleo do comportamento ancorado em boas escolhas.


A decisão é sempre nossa, como nos alerta o Espírito Angélica no capítulo 29, “Escolhas”, do livro Escrevendo Palavras, Modificando Conceitos (peça em nossa Livraria). Somos responsáveis pelos nossos atos e consequências.


Dessa forma, diante das festividades do Carnaval, sejamos capazes de fazer a escolha sensata, que nos levará ao Mestre Jesus.




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