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Como o espiritismo explica a pintura mediúnica?

Por Christiane Carvalho

Pintura Mediúnica - Pierrot - Toulouse-Lautrec. Médium Lívio Rocha Barbosa.

O que você falaria se alguém lhe dissesse que tem em seu quarto uma tela com um Pierrot pintado por Heri de Toulouse-Lautrec? Improvável? E que, na sala de estar dele, existe um quadro de uma dama antiga, retratada por Oscar-Claude Monet? Impossível? E que, no hall de entrada dessa casa, se encontra uma obra de Amedeo Clemente Modigliani? Irreal?

Pintura Mediúnica - Modigliani. Médium Lívio Rocha Barbosa.

Alguns se perguntariam se são cópias das obras desses pintores famosos ou se são releituras, dessas obras feitas por outros pintores atuais. Mas essas pinturas podem ter outra origem, serem resultado de um fenômeno mediúnico de nome Psicopictografia ou pintura mediúnica.


Nessa modalidade de mediunidade, esses grandes pintores, em espírito, utilizam-se de um médium para produzir as suas obras. As pinturas mediúnicas, por meio da mediunidade de psicopictografia, têm características extraordinárias! São realizadas com rapidez estrondosa, coisa de 3 a 10 minutos, no máximo, sem uso de pincel ou qualquer outro instrumento que não sejam as mãos (alguns médiuns se utilizam até dos pés).

Pintura Mediúnica - Dama Antiga - Monet. Médium Lívio Rocha Barbosa.

Mas como entender a Psicopictografia? Nada mais simples! Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns (peça em nossa livraria), capítulo XVI – Dos Médiuns Especiais, explica que “a mediunidade apresenta uma variedade infinita de matizes, que constituem os chamados médiuns especiais, dotados de aptidões particulares, ainda não definidas, abstração feita das qualidades e conhecimentos do Espírito que se manifesta.”


Assim sendo, o tipo de comunicação mediúnica guarda relação com a natureza do Espirito comunicante. Allan Kardec continua a explicação: “há Espíritos poetas, músicos, desenhistas, moralistas, sábios, médicos, etc”. E quando esta classe de espíritos deseja se manifestar, busca os médiuns, instrumentos que possam lhe servir mais facilmente para esse tipo de manifestação. Assim como o violinista busca o violino mais perfeito para compor executar a sua música. No caso da psicopictografia, os espíritos pintores comunicantes se utilizam de médiuns chamados de pintores ou desenhistas que, por influenciação dos espíritos, executam as obras desses espíritos.


Mas qual é a importância desse tipo de mediunidade? Seria uma verdadeira manifestação artística? No livro Atualidade do Pensamento Espírita (peça em nossa livraria), psicografado por Divaldo Pereira Franco, na questão 139, o espírito Vianna de Carvalho nos esclarece que (...) “a psicopictografia é recurso nobre de arte para a confirmação da sobrevivência do Espírito à disjunção molecular do corpo. O estilo do pintor, suas características, sua mensagem oferecem expressivo contributo para a afirmação da Vida após o túmulo, como também pelo ensejo que oferece de trazer beleza e harmonia para encanto das criaturas humanas”. A manifestação mediúnica da psicopictografia é encantadora! Não somente pela beleza inconteste das obras, mas principalmente pela possibilidade de ser a confirmação irrefutável de que a vida continuava.


Por meio psicopictografia, os pintores do Além, imprimem, em suas obras mediúnicas, as mesmas características de suas obras quando encarnados. O estilo e a assinatura são as mesmas.


Em 2018, pesquisadores da Faculdade de Medicina de Coimbra, ao estudar o cérebro do médium-pintor Florencio Anton durante o transe mediúnico, descobriram que, durante a execução das pinturas mediúnicas, a atividade elétrica cerebral de Florencio caía quase a zero, enquanto o espírito pintor continuasse pintando e conversando, através do médium, com os presentes, em outra língua não falada pelo médium. Está aí mais uma evidência de que são os próprios pintores do Além que voltaram para provar que a morte não existe... É o amor de Deus a guiar o homem para a crença da imortalidade.


O espírito Angélica, no Livro Escrevendo Palavras Modificando Conceitos, psicografado por Maria Fátima Ferreira de Carvalho, no capítulo 24, esclarece-nos que é amor por nós mesmos, juntamente com a aceitação de nossa realidade de espírito, que nos auxiliará para que libertemos o potencial divino que possuímos ao caminharmos rumo à felicidade. Sim, é a imortalidade da alma que é comprovada pela psicopictografia. É uma chamada do amor divino, pela beleza e delicadeza, para despertar em nós a consciência de que somos espíritos milenares rumo à felicidade!




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