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Cine-Reflexão - “Divaldo - O Mensageiro da Paz"

Por Maria da Graça Britto de Azevedo

Cine-Reflexão - “Divaldo - O Mensageiro da Paz"

- Do riso espontâneo à lágrima sem dor.


Um filme especial, que suscita no espectador emoções gratificantes, encantamento e reflexões bem subjetivas acerca de sua verdade e da realidade do mundo no qual ele está inserido.


Bem construída e dinâmica, a cinebiografia de Divaldo Pereira Franco relata fatos da infância, juventude e fase adulta deste que é um seguidor fiel do Evangelho do Cristo na Terra e reconhecido, pela Federação Espírita Brasileira “como um dos maiores médiuns e oradores Espíritas da atualidade e o maior divulgador da Doutrina Espírita por todo o Mundo.” [1]


Cenas de situações bem humoradas dão ao filme uma leveza incontestável, no que pese toda a tragédia humana nele retratada. Divaldo sempre foi e é um homem de bem com a vida! Que ensinamento poderia nos deixar O Mensageiro da Paz, senão a lição de confiança em Deus?


A mediunidade com Jesus é exercício de fé inabalável e obra subjetiva que parte do individual para o coletivo e cujo triunfo exige esforço, perseverança, entrega e resistência no Bem.


No livro Francisco, O Sol de Assis (peça em nossa livraria), César Said relata que aos 23 anos de idade, Divaldo Pereira Franco, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier recebe uma mensagem de Francisco de Assis “de caráter particular e ao mesmo tempo coletivo, pois nos enseja reflexões sobre o encaminhamento que damos à nossa vida com o cortejo de recursos com que a Providência nos dotou.” [2]


Era o companheiro e amigo da Idade Média, que se fazia presente agora, sem túnica nem chinelos!


"Meu filho! Deus te abençoe. Estamos a pleno caminho da redenção.


Nem os receios do início. Nem as revelações do fim. Trabalho por todos os lados. Perseverança no bem, como abençoado programa de cada dia é o nosso lema.


Não te iludas, pois, sobre o repouso, agora. Seria irrisão. Nem nos enganemos quanto a frutos imediatos do trabalho reajustador.


Imprescindível caminhar agindo na sementeira sublime do futuro.


Defrontados por imensa assembleia de adversários, visíveis e invisíveis do pretérito, não nos cabe a desistência. A única renúncia destrutiva, por vazia e inútil, é aquela que nos marca por almas ociosas e enfermiças, quando fugimos à luta.


Ontem, valíamo-nos da inteligência para oprimir e perturbar... Ontem, o poder em nossas mãos apaixonadas e rudes, espalhando o temor e muitas vezes o sofrimento... Hoje, contudo, valorizamos os recursos intelectuais, na obra da caridade sem fronteiras e sem limites, e, agora, buscamos o poder de servir e auxiliar, em nome d'Aquele que é o Amor mesmo, transbordando luz no sacrifício pela Humanidade inteira.


Não desfaleças. Em cada trecho da estrada, seremos surpreendidos pelas vibrações das nossas próprias obras, que o tempo guardou. É preciso que a esponja do trabalho incessante funcione em nossas mãos, ligada ao nosso coração e à nossa mente, para que os dias para nós, na atualidade, sejam marcos redentores.


Todos os nossos centros de ação prosseguem ativos e bem inspirados na direção do bem. Se uma nova diretriz nos fosse facultado trazer aos companheiros, rogaríamos ao conjunto mais esforço e mais agilidade na lavoura do Cristianismo aplicado, mas não ignoramos, filho meu, que a colheita não vem ao nosso campo, senão por premio a suor e dedicação. Façamos de nossa parte, sempre mais. Há centenas de trabalhadores invisíveis em função de auxílio constante ao Caminho e à Caravana, que se transformaram em legítimas assembleias de socorro espiritual, de esclarecimento benéfico, de fraternidade e de amor. Continuemos. Avançar em execução dos Divinos Propósitos é nosso dever. Esperamos que todos os irmãos se mantenham a postos. Não nos achamos reunidos por acaso, depois de quatro séculos de civilização baiana e brasileira. Temos compromissos. Não nos congregamos ali agora pela primeira vez. O tempo, compassivo agente da Infinita Bondade, nos guarda, de novo, sob a sua custódia, a fim de nos desdobrarmos com o seu concurso, em ação intensiva na tarefa do esclarecimento de caridade.


Toda expressão de amparo aos nossos semelhantes é de nosso apostolado. A escola, o abrigo, o templo da fé, a casa de trabalho, a assistência aos sofredores, o asilo aos inválidos para a luta física e a proteção às criancinhas ao sol do Evangelho são faces do nosso ministério que não podemos esquecer. Que outros discutam à frente do Cristo, que outros permaneçam no país do entretenimento, colhendo flores passageiras para a curiosidade leviana ou insatisfeita. Cada qual se sintoniza com as situações a que confia o próprio coração. Mas que o serviço ao próximo, com Jesus por norma sublime, seja o nosso motivo de cada hora.


Neste propósito e formulando votos para que nos unamos cada vez mais, na obra cristã que o Espiritismo nos descerra, abraça-te com muito carinho o velho companheiro, Francisco."


Pedro Leopoldo, 03/10/1950.



Assista o trailer do filme:

Ficha técnica

Nome: Divaldo: O Mensageiro da Paz (Original)

País de origem: Brasil

Ano de produção: 2019

Direção: Clovis Mello

Produção: Estação Luz Filmes

Distribuidora: Fox Film do Brasil

Duração: 119 minutos

Elenco: Bruno Garcia, Regiane Alves, Ghilherme Lobo, Laila Garin, Marcos Veras, Ana Cecília, Caco Monteiro, Bruno Suzano, Osvaldo Mil, João Bravo



[1] https://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/06/Divaldo-Pereira-Franco

[2] Francisco - O Sol de Assis (peça em nossa livraria). Psicografia Divaldo Franco e César Braga Said. Cap. 16 - Francisco, O Sol de Assis.




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