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Nossa parcela perante as mazelas sociais: aprendendo com Malala Yousafzai

Por André Azevedo

“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito.” Paulo de Tarso (Romanos 12:2).


“Há, sem dúvida, muita angústia na calada do martírio de almas anônimas, que suportam, estoicamente, o massacre de problemas inúmeros que lhes caracterizam a passagem pela Terra. À vista disso, retempera teus conceitos e reanima tua força espiritual para que consigas transformar os teus empecilhos em títulos de resignação e paciência, fazendo pelo semelhante tudo o que possas.” José. Mensagem “Tua parcela”, do livro “Receitas de luz e Renovação”, por espíritos diversos. Psicografia de Adail Sebastião Rodrigues Jr. Belo Horizonte: Caravana de Luz Editora, 2014.



Diante dos inúmeros problemas sociais que ainda campeiam na Terra em razão da condição de inferioridade moral na qual se demora a maioria de seus habitantes, cabe a nós oferecer, diariamente, nossa parcela de esforço para a melhoria do Orbe, a começar pela transformação de nossos próprios valores e comportamentos. Vejamos, por exemplo, a atitude de Malala Yousafzai perante as acerbas dificuldades impostas às meninas e mulheres paquistanesas pela tirania do Talibã.


Nascida em 1997 na região paquistanesa de Swat, Malala vivenciou a tomada de sua região natal pelo grupo extremista em 2008. Dentre muitas outras violações de direitos perpetradas pelos conquistadores, deu-se, então, a proibição da educação feminina, em consequência do fanatismo religioso esposado pelo grupo. Malala, então com apenas 11 anos de idade, não se conformou com a injustiça que atingia não apenas a ela, como também a todas as meninas de Swat. Sob a orientação de seu pai, que possuía contatos junto à imprensa internacional, passou a escrever para um blog da emissora BBC, relatando as dificuldades vividas pelas mulheres sob o jugo do extremismo religioso.


Mesmo diante das ameaças que passou a receber, a garota não se intimidou, consciente da retidão de sua própria atitude e da necessidade de contribuir para a transformação daquela dura realidade. Em 2009, o exército paquistanês logrou a retomada da região de Swat das mãos do Talibã. A experiência da opressão instilou em Malala um claro propósito de vida: tornar-se-ia uma ativista política, de modo a evitar que tragédias semelhantes se abatessem sobre seu país. No curso de seu ativismo pela paz e pelos direitos das mulheres, Malala não se intimidou nem mesmo pelos ferimentos sofridos em uma tentativa de assassinato que sofreu em 2012. Sua coragem e determinação lhe renderam, em 2014, aos 17 anos, o Prêmio Nobel da Paz, tornando-se ela a pessoa mais jovem da História a receber tal láurea.


A história de Malala nos induz a refletir como tem sido nossa postura diante das múltiplas mazelas sociais com as quais nos deparamos todos os dias. Que temos feito para combater a opressão da fome e da miséria, a tirania do individualismo materialista e o jugo da indiferença pelo próximo? Lembremos ainda que, mais cruéis e resistentes que qualquer ditador político, dominam ainda em nossos corações o orgulho e o egoísmo, aos quais nos cabe dar combate incessante, de modo que, transformados pela renovação de nosso espírito, sejamos capazes de ofertar efetivamente nossa parcela de esforço em prol do bem de nossos irmãos, contribuindo, assim, para a construção de uma Terra regenerada e feliz.




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