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A unidade na diversidade: refletindo sobre a tolerância nas relações humanas

Por André Azevedo

“Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão. Jesus (Mateus 7: 1-5)


“É impossível qualquer ação de conjunto, sem base na tolerância. Aprendamos com o Cristo. O Homem identifica no próprio corpo a lei da cooperação, sem a qual não permaneceria na Terra. Se o estômago não suportasse as extravagâncias da boca, se as mãos não obedecessem aos impulsos da mente, se os pés não tolerassem o peso da máquina orgânica, a harmonia física resultaria de todo impraticável.” Jesus (Mateus 7: 1-5)



Ao recordarmos, à luz da Doutrina Espírita, que a condição de cada ser humano na Terra é a de aprendiz imperfeito que procura se libertar da sombra para alcançar a luz, perceberemos, sem contradita, que estamos todos sujeitos às mesmas vicissitudes e desafios, na experiência evolutiva comum da qual partilhamos.


Pobres e ricos, embora situados em contextos de vida diferentes, transitam igualmente pelas provações emocionais necessárias ao desenvolvimento das virtudes da paciência e do amor, experimentando as alegrias e as dores que lhes são peculiares. Homens e mulheres, apesar das especificidades de cada sexo, são constrangidos de maneira idêntica a produzirem, por meio da bênção do trabalho, elementos que contribuam para o bem-estar geral. Cristãos, judeus e muçulmanos adoram, no fundo, ao mesmo Deus.


A multiplicidade das cores de pele não muda o fato de que nossos corpos são todos compostos a partir dos mesmos elementos fundamentais e que somos, em essência, todos irmãos, sob a paternidade de um mesmo Criador. Da mesma forma, a diversidade das expressões afetivo-sexuais que caracterizam a experiência humana não altera a necessidade que cada um de nós possui de amar e ser amado por um parceiro ou parceira, bem como o fato de que, independentemente da orientação sexual do indivíduo, a vida em parceria ser-lhe-á fonte de oportunidades e desafios que o auxiliarão na jornada evolutiva.


A partir de tais reflexões, torna-se mais clara a compreensão de que, embora guardemos entre nós múltiplas diferenças em termos de características e contextos de vida, partilhamos todos de uma experiência comum de aprendizado na Terra. Além disso, o Espiritismo nos informa abundantemente a respeito do caráter mutável das condições nas quais o espírito, de encarnação a encarnação, vivencia a jornada humana. No percurso dos séculos, todos temos alternado entre riqueza e pobreza, feminilidade e masculinidade, dentre tantos outras circunstâncias nas quais nos posicionamos conforme nossa necessidade evolutiva do momento. Assim, determinada posição que hoje desprezamos pode ser aquela na qual retornaremos em uma oportunidade futura.


Isso posto, reflitamos: existe qualquer fundamento para sermos intolerantes e preconceituosos para com o nosso próximo, em qualquer aspecto da vida que seja? Neste Dia Internacional para a Tolerância (16/11), recordemos com o Cristo que não convém ajuizarmos levianamente da condição do próximo, uma vez que, além de ainda possuirmos uma extensa trave no olho, não gostaríamos de ser tratados com leviandade e dureza por outrem em razão dessa ou daquela condição de vida que nos é peculiar.




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