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Dia dos Namorados... Celebra-se o amor e a união do casal

Por Fátima Carvalho

Este tema é importante, pois nos convida a fazer uma reflexão perante o que se vive na atualidade no que diz respeito a relacionamentos afetivos.


Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, falecido neste ano, é um dos intelectuais mais respeitados da atualidade. De seus livros gostaríamos de destacar “Amor líquido”, o livro mais popular de Bauman no Brasil, no qual ele analisa as relações afetivas do ser humano no presente, afirmando que esses relacionamentos escorrem das nossas mãos e por entre os dedos, como água. Tenta o autor mostrar nossa dificuldade de comunicação afetiva, citando como exemplo um vaso de cristal, o qual se quebra à primeira queda.


Neste mundo onde as incertezas prevalecem, vigora o “cada um por si”. Em um contexto de relacionamentos instáveis e relações humanas cada vez mais flexíveis, nas quais o mundo virtual oferece a facilidade de “desconectar-se”, as pessoas não conseguem, em geral, manter um relacionamento longo. Não existe, nesse cenário, responsabilidade perante o outro. Estamos nos tratando como bens de consumo, ou seja: frente ao defeito apresentado, descarta-se ou troca-se por algo mais atualizado. É um amor criado pela sociedade atual (modernidade líquida) e, de acordo com Bauman, banalizado, diminuído, desvalorizado. Surgem, então, as noites descompromissadas de sexo que são chamadas “fazer amor”.


Vivendo em uma sociedade de total “descartabilidade”, o objetivo de se buscar relacionamentos em bases de afinidades se perde e se torna raro. E, apesar de todos quererem se relacionar, temos verificado que as relações terminam tão rápido quanto começam. Seja por medo ou insegurança, os indivíduos cortam seus vínculos - talvez no intuito de eliminar problemas, o que não passa de uma triste ilusão. Os problemas se ampliam, devido ao sentimento de desvalor que essa descartabilidade provoca no ser.


No livro Escrevendo Palavras, Modificando Conceitos, Angélica (espírito), no capítulo intitulado “Relacionamentos”, alerta-nos: “Avaliemos o quanto as pessoas enriquecem nossas experiências porque compartilham de nossos sonhos e juntam os fios da meada que formam as nossas histórias pessoais.” Aqui, Angélica nos estimula a valorizar a convivência de uns com os outros, dando às pessoas com quem construímos laços de afeto o seu devido valor em nossas vidas, desde o momento em que decidimos compartilhar com elas nossa existência. Ela ainda nos fala do amor que necessitamos cultivar, uma vez que ele é peça fundamental para o nosso bem viver e que não devemos ter vergonha dessa necessidade de amarmos e sermos amados. Quando isso ocorre, nossa voz é ouvida e nossa presença é sentida.


Podemos, ainda, citar a máxima em que se alicerça a moralidade: “amar ao próximo como ama a ti mesmo”. Instinto de preservação não basta para a sobrevivência. É preciso existir fatores morais que atuem nas realidades do eu e, com relação ao outro, não pode existir apenas uma relação que se apresente puramente animal, governada somente pelo instinto; são necessários amor e respeito. Lutemos para que não nos tornemos, como destaca Bauman, um “catálogo de seres humanos”, situação que verificamos quando acessamos os diversos aplicativos de relacionamentos na internet e percebemos que somos escolhidos por olhos alheios e descartados logo em seguida, frente a qualquer sinal de falha ou defeito.


Onde se encontra o “ama ao próximo como a ti mesmo”?




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