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O Carnaval e nós: um convite à reflexão

Por André Azevedo

“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.” Paulo (I Coríntios, 6:12).


“Devemos estar em alerta e vigilantes para com o mundo onde vivemos; não que tenhamos que viver distanciados dele, porque, na verdade, precisamos viver no mundo sem sermos do mundo, mas homens no mundo.” Suely Caldas Schubert. Pergunta: “Por que a obsessão é tão comum na Terra”, do livro “Com Quem Tu Andas”. Belo Horizonte: Caravana de Luz Editora, 2009.



As festividades do Carnaval, tão tradicionais e populares no Brasil, convidam-nos a refletir sobre nossa postura perante as mesmas a partir dos conhecimentos da Doutrina Espírita, marcadamente no tocante às Leis de Livre Arbítrio e Causa e Efeito, conjugadas aos mecanismos da sintonia vibratória que se estabelece entre nós, espíritos, por meio do pensamento.


Em primeiro lugar, sabemos que, em meio às comemorações carnavalescas, muitos de nós, em sintonia com o clima mental permissivo que predomina entre os foliões, somos passíveis de nos permitir excessos de toda ordem, desde o consumo exagerado do álcool até o uso de outras drogas entorpecentes, passando pelo emprego irresponsável das energias sexuais. O motivo pelo qual somos capazes de tais excessos é nossa própria imperfeição espiritual, acrescida do estímulo que a ocasião proporciona aos nossos instintos primários, bem como da abertura mental que damos à influência de espíritos desencarnados tão ou mais apegados que nós mesmos às sensações da matéria - espíritos esses que, na busca pelas experiências de que sentem falta, vinculam-se por mecanismos obsessivos aos encarnados que assim permitem.


O resultado de milhões de mentes encarnadas e desencarnadas vibrando e agindo nessa faixa é conhecido de todos nós: além dos desencarnes e danos graves decorrentes de ações violentas ou dos próprios excessos, observamos, dentre outros efeitos, o aumento na incidência de doenças sexualmente transmissíveis e da gravidez não planejada, com impactos significativos para as criaturas. Sobrevêm para muitos de nós, ainda, o arrependimento e o remorso pelos excessos cometidos, sobretudo se, por tal uso do livre arbítrio, houvermos criado compromissos com outras criaturas ou conosco mesmos, perante a soberana Lei de Causa e Efeito. Muito apropriada diante desse cenário se faz a etimologia da palavra “folia”. Tão associada ao Carnaval, ela deriva do francês “folie” – que se traduz como “loucura”.


Se, por um lado, a busca pela alegria é muito justa e natural ao ser humano, é necessário considerar os caminhos pelos quais empreendemos tal busca, muitos dos quais podem ser ilusórios. Na parábola dos dois filhos, narrada pelo Mestre, encontrou a verdadeira alegria o filho que a procurou na concordância com a vontade do Pai – poderíamos dizer, na vivência da Lei Divina -, ao passo que o outro filho, atraído pela ociosidade e pelos prazeres do mundo, não obteve senão frustração em sua busca.


Cientes de que, como afirma Paulo, nem tudo que nos é lícito se faz conveniente aos nossos interesses espirituais, cabe-nos, individualmente, avaliar o que nos convém, não apenas no Carnaval, mas em todos os momentos da vida, guardando na mente a sábia máxima proverbial: “Na dúvida, abstém-te”.




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