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Bom ânimo frente à realidade: a lição viva de Bezerra de Menezes

Por André Azevedo

“Sobretudo, a nossa realidade deve ser aquela na qual sofremos auxiliando, pranteamos enxugando lágrimas alheias, caminhamos apoiando o próximo e soluçamos pensando feridas...”. José. Mensagem “Realidade”, do livro “Receitas de luz e Renovação”, por espíritos diversos. Psicografia de Adail Sebastião Rodrigues Jr. Belo Horizonte: Caravana de Luz Editora, 2014.


Perante as vicissitudes da vida, muitos de nós, que aspiramos a ser colaboradores do Cristo, atamos a nós mesmos as pesadas correntes mentais do desânimo, as quais nos levam ao atraso ou mesmo à paralisação temporária no cumprimento das obrigações que nos competem.


De pensamento fixo no problema, arriscamo-nos a esquecer duas questões fundamentais. A primeira é o fato de que aquela situação, seja qual for, faz parte do conjunto de provas e expiações que necessitamos enfrentar, em benefício de nosso progresso espiritual. A segunda, não menos importante, é a constatação de que a realidade da prova ou expiação - conquanto desafiadora e, muitas vezes, dolorosa - não nos isenta da obrigação de exercer a caridade onde estejamos; muito ao contrário, é na capacidade de exercê-la mesmo nos contextos de vida mais penosos que se releva a marca das conquistas morais sólidas, que encontramos em todos os grandes discípulos do Mestre.


Tomemos como exemplo Adolfo Bezerra de Menezes (29 de agosto de 1831 – 11 de abril de 1900), cujo 185º aniversário ora celebramos. Ao longo da carreira médica, Bezerra de Menezes teve especial dedicação ao atendimento da população carente, na grande obra de caridade que lhe rendeu a alcunha de “Médico dos Pobres”. Jamais recusou tratamento a quem não lhe pudesse pagar, ainda que sua situação financeira se revelasse desafiadora.


Em 1889, assumiu a difícil tarefa de presidir a então incipiente Federação Espírita Brasileira (FEB), missão que desempenhou até seu desencarne, em 1900. O movimento espírita de então era marcado por discórdias entre grupos que, com tendência a se radicalizarem cada vez mais, colocavam em risco a sublime missão para a qual o Brasil fora designado pelos Benfeitores da Vida Maior, isto é, a de ser porto seguro para o florescimento do Espiritismo, em benefício de toda a humanidade.


Na coroação de sua jornada terrena, Bezerra de Menezes foi capaz não apenas de pacificar as dissensões entre os grupos espíritas, como também de consolidar a FEB como instituição coordenadora do Espiritismo unificado no Brasil. O sucesso do Médico dos Pobres nessa missão permitiu que a Doutrina Espírita florescesse e, nos dias de hoje, alcançasse a cada um de nós com sua proposta renovadora e consoladora.


Do exemplo de Bezerra deduzimos que, embora a realidade dos problemas e dificuldades se apresente no caminho de todos, os grandes vitoriosos no trabalho com o Cristo são aqueles que perseveram no caminho da caridade até o fim. Em outras palavras, são aqueles que vivenciam a máxima do Mestre: “Bem-aventurados os aflitos”, compreendendo que, embora a aflição se faça presente no caminho de todos, compete a cada um, pelo esforço pessoal, conquistar a bem-aventurança do dever cumprido, em evolução contínua rumo ao Pai.




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